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Antonina
tem suas origens nas catas e faisqueiras de ouro que nos meados do século
XVII existiam nos estuários da região.O Capitão povoador sesmeiro de
Nova Vila (Paranaguá), Gabriel de Lara, concedeu as primeiras sesmarias
ao litoral paranaense aos senhores Antonio Leão, Pedro Uzeda e Manuel
Duarte, considerados fundadores de Antonina. A esta época remonta as
primeiras ocupações que, no entanto, começam a adquirir contornos
mais definidos quando, em 1712, o Sargento Mor Manoel do Valle Porto
recebe carta de sesmaria e instala-se no sítio denominado Graciosa,
iniciando trabalho de mineração, que aos poucos atrai outros colonos,
formando-se assim um pequeno povoado.
Posteriormente,
na esteira de uma tradição de culto que historiadores locais remetem
aos anos 1600, os moradores solicitam e obtêm licença de Frei
Francisco de São Jerônimo, Bispo do Rio de Janeiro, para nesse pequeno
povoado construir uma capela em louvor a Nossa Senhora do Pilar. Por
iniciativa de Manoel do Valle Porto a capela é erigida e 12 de setembro
de 1714 ficou considerada a data de fundação de Antonina.
Em
torno da igreja forma-se aos poucos uma povoação, ficando o lugarejo
conhecido por Capela, por isso até hoje os moradores de Antonina ainda
são chamados de capelistas.
Em
1797 passa a categoria de vila, com a designação de Antonina, em
homenagem ao príncipe da Beira, Dom Antônio, filho de Dom João VI e
Dona Carlota Joaquina.
As
principais características de sua urbanização atual tem origem na
consolidação de sua função como porto, o que está vinculado a
conclusão da Estrada da Graciosa em 1873 e à ligação ferroviária
com Curitiba que data de 1891.
Atualmente
encontra-se num processo de retomada do desenvolvimento econômico com a
reativação de seu sistema portuário e da atividade turística.
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